Saúde

A alimentação no período gestacional

Dieta deve ser variada e equilibrada em nutrientes

Cuidar do próprio corpo e do filho que vai nascer é uma tarefa muitas vezes desgastante para a futura mãe, e uma questão central envolve o que ela come. A alimentação, na gestação, deve ser variada e equilibrada em nutrientes, de acordo com a professora do curso de Nutrição da Universidade de Araraquara – Uniara, Patrícia Meciano Simone Barreto, “pois é responsável pela manutenção corpórea da mãe e pelo desenvolvimento do feto”.

“Deve-se garantir na dieta um aporte de macro e micronutrientes equilibrados. Habitualmente, faz-se uma suplementação de vitaminas e minerais – ácido fólico, ferro etc – durante o período gestacional, e essa complementação é importante, visto que nem sempre a mãe consegue ingerir a quantidade adequada desses nutrientes em sua dieta habitual”, explica a docente.

Ela comenta que, em algumas situações, as mães apresentam, no início da gestação, quadros de náuseas e vômitos. “Isso pode ser amenizado com dietas mais secas ao se evitar beber líquidos durante as refeições e deixá-los para os intervalos entre elas. A ingestão de líquido é importante para o desenvolvimento do bebê e para a manutenção do corpo da mãe, de modo que ela não pode deixar de tomá-lo, porém, deve evitar fazer isso durante as refeições, pois pode aumentar as náuseas”, reforça.

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Pela manhã, para a mãe que apresenta o problema ao se levantar, é indicado que ela coma, em jejum e ainda deitada, uma ou duas bolachas de água e sal, o que pode auxiliar a evitar essa sensação, segundo a docente.

Quanto ao número de refeições diárias, Patrícia aponta que não há um limite, mas que deve haver uma distribuição adequada, “de acordo com as facilidades de ingestão de alimentos, visto que, para a gestante, por vezes, existe a necessidade de se fracionar um pouco mais essas refeições, para que não ingira um volume muito grande e não se sinta mal com isso”. “O mínimo recomendado para todas as pessoas, inclusive as grávidas, é um fracionamento de seis vezes ao dia – café da manhã, lanche no meio da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e um lanche antes de se deitar”, detalha.

Também não há alimentos específicos que precisam ser evitados, de acordo com ela, “a não ser que haja uma intercorrência ou um comprometimento da saúde da mãe e, assim, pode-se substituir determinados alimentos por outros”.

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Já no período de amamentação, a docente menciona que a mãe pode comer todos os alimentos aos quais está habituada, observando as intercorrências desses alimentos com o desenvolvimento do bebê. “Há algumas comidas que podem causar mais flatulência na criança e ser causadores do aumento das cólicas, mas isso são casos individuais. Hoje, não fazemos a recomendação da retirada brusca de alimentos na dieta da mãe no período de amamentação, mas uma orientação em relação às comidas e uma observação sobre o desenvolvimento do filho para, a partir disso, serem feitas as adequações de suas refeições”, esclarece.

Com o passar do tempo, “a mãe tem aporte nutricional mais correto, pois suas necessidades mudam, em decorrência do crescimento do bebê”. “É preciso estar sempre atento a essa ingestão de alimentos e a como está o desenvolvimento do filho, no decorrer dos meses. O que não pode faltar na dieta da mãe são os líquidos – quanto mais, melhor é a descida do leite, o que facilita o período para ambos”, finaliza.