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Alunos de Biologia de Araraquara participam de curso de extensão na Bahia

Atividade foi realizada recentemente, em Itapetinga

Recentemente, um grupo formado por professor, técnicos de laboratório, alunos e egressos da graduação de Biologia da Universidade de Araraquara – Uniara participou de um curso de extensão de prática de captura, coleta e taxidermização de pequenos mamíferos não voadores, promovido pela Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC, em Itapetinga, na Bahia.

“O objetivo foi ensinar a prática de campo de coleta usando uma metodologia científica criteriosa, relacionada principalmente à instrumentação e à contenção do animal. Nesse estudo, englobamos dois grandes grupos: marsupiais, como o gambá, por exemplo, e roedores. Trabalhamos com as espécies nativas, sendo que, no Brasil, são mais de 120 espécies de roedores e, na região onde pesquisamos, este é o primeiro estudo desses grupos”, relata o professor Olavo Nardy, mencionando que foi convidado pela UESC para ministrar a parte de estatística do curso.

Ele conta também que, em setembro de 2018, “um período sem chuvas”, foi realizada uma campanha de coleta, quando foram encontradas doze espécies. “Já nessa etapa que participamos, quando tivemos um período chuvoso, foram onze espécies coletadas, sendo que duas estão em análise. Lá, foi possível trabalhar diversos aspectos – como foi feito o delineamento do estudo, a montagem das armadilhas, a confecção das iscas atrativas, o cotidiano diário de verificação, a coleta e contenção dos animais e de dados biométricos etc”, relembra.

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Na pesquisa, o docente explica que alguns animais foram marcados e soltos, e selecionados para fazerem parte da coleção científica da UESC. “Todos tiveram tecidos coletados para diferentes estudos, como epidemiologia humana, por exemplo, para averiguar se havia microrganismos que podem causar doenças no ser humano, além de verificarmos se eles apresentavam alguma patologia. Também foram coletados pelos e material de DNA para vermos o grau de parentesco e podermos comparar com outros estudos existentes sobre esses animais”, explica Nardy, que ressalta que as informações coletadas “ficarão à disposição de todo meio científico do mundo”.

O curso teve duração de quinze dias, “sendo dois dias de preparação das áreas de armadilha, sete para a coleta de dados de animais, taxidermização e análise de laboratório, e os demais para análise de dados ambientais gerais – como estava a vegetação, quais eram as espécies básicas existentes na região, características dos solos, se havia matéria orgânica – para podermos fazer a comparação entre as comunidades”. “Foram analisadas sete áreas diferentes de pastagem e sete de mata”, completa o professor, que comenta que algumas espécies encontradas não tinham sido registradas na região ainda.

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A integração entre o grupo da Uniara e o da UESC “proporcionou uma troca de experiências muito grande quando observaram a forma como cada um trabalha”. “Pela Universidade de Araraquara, fomos eu, os técnicos de laboratório, César Augusto Feliciano e Eduardo Donato Alves, e cinco alunos e dois egressos da graduação de Biologia. Ao todo, foram 32 pessoas, entre veterinários, técnicos, biólogos e alunos de pós-graduação. A experiência que tiveram foi única”, finaliza Nardy