Educação

Após tentar salvar a vida do pai, filha escolhe enfermagem como profissão

Os traumas ajudaram Helder Henrique a se definir por uma profissão que auxiliasse a salvar vidas

Helder Roberto Fermino Henrique, 34 anos, sempre buscou aprimorar suas habilidades para garantir melhores oportunidades profissionais, independentemente do local ou serviço em que atuava. Porém, para alcançar seus objetivos, ele precisou superar perdas e foi justamente isso que propiciou sua mudança de vida.

Em 2014, Helder viu seu pai morrer de uma parada cardíaca. Sem conhecimentos médicos, ele tentou a reanimação, com respiração boca a boca e massagem cardíaca, mas nada foi suficiente. O fato fez com que ele tomasse a decisão de perseguir seu sonho: o de se tornar um técnico em enfermagem e auxiliar a salvar vidas. Incentivado pela mulher e pela filha de oito anos, conseguiu uma bolsa e matriculou-se no curso Técnico em Enfermagem, do Senac Araraquara, e, desde 2018, estuda para um dia atender pacientes que precisam de cuidados emergenciais.

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A irmã de Helder havia falecido dois anos antes em uma clínica onde estava internada. Na avaliação dele, a falta de cuidados a levaram à morte. “Essas perdas, do meu pai e da minha irmã, impactaram demais a minha vida e quase me fizeram desistir do meu sonho. No entanto, com o apoio fundamental da Cilene, minha mulher, que é técnica em enfermagem com anos de experiência, ganhei a força necessária para seguir em frente”, relembra.

Unindo uma nova filosofia de vida com o interesse pelo setor da saúde, Helder ingressou na qualificação por meio de uma bolsa de estudos, e não deixou a oportunidade passar. Rapidamente, o futuro técnico percebeu que a instituição lhe daria o suporte que sempre buscou.

“Com a ajuda de professores e companheiros de sala de aula, fiquei ainda mais interessado pelo conteúdo do curso e me redescobri, já que o método do Senac me fez conhecer todo o ciclo vital humano e os procedimentos assistenciais para emergências. Já fiz inúmeras capacitações anteriormente em outros locais, de cabeleireiro a ator, e posso afirmar que nunca tive a estrutura que a unidade oferece”, destaca.

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Atualmente, Helder é o representante da turma, eleito pelos alunos, e já procura espaço no mundo do trabalho na área da enfermagem: “Hoje é o que mais quero e estou correndo atrás, como todo brasileiro. Minha mulher estuda para concursos e eu a acompanho nas jornadas pelos livros e apostilas. Um dia pretendo ter a mesma experiência e ser um orgulho não apenas para ela, mas também para honrar a memória de minha irmã e meu pai”.