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Araraquara guarda inestimável acervo sobre o Aquífero Guarani, diz Yashuda

Vereador visitou o Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee)  ...

Vereador visitou o Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee)

Na próxima sexta-feira, 22 de março, é comemorado o Dia Mundial da Água. A data foi criada com o objetivo de alertar a população internacional sobre a importância da preservação da água para a sobrevivência de todos os ecossistemas do planeta.

Araraquara está situada em uma região de recarga de uma das maiores reservas de água doce do planeta, o Aquífero Guarani. Esta localização geográfica da cidade exige uma atenção redobrada com o solo, a fim de evitar diversos tipos de contaminação que podem afetar a água armazenada no Aquífero.

O vereador Jéferson Yashuda (PSDB) visitou a unidade de Araraquara do Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee), órgão gestor de recursos hídricos do estado de São Paulo, onde foi recebido pelo diretor, o engenheiro Reinaldo Passerini, e pelos geólogos Osmar Gualdi e José Luiz Galvão de Mendonça, que apresentaram ao parlamentar o inestimável acervo de conhecimento acumulado ao longo de 30 anos pelo órgão sobre águas subterrâneas no estado de São Paulo, em especial sobre o Aquífero Guarani.

Além dos projetos e históricos de poços de todo o estado, o Daee também dispõe de um valioso laboratório com amostras de perfuração de poços das mais diversas regiões do território paulista. “Este acervo do Daee é um tesouro inestimável, que precisa ser mais conhecido e valorizado”, entende Yashuda.

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Gualdi disse que atualmente entre 65% e 70% do abastecimento público de água em Araraquara é captado do Aquífero Guarani.  “A cidade está em uma região onde o Aquífero está bem próximo da superfície, o que exige um constante trabalho de monitoramento e preservação por parte de órgãos como o Daee e a Cetesb”, afirma Mendonça. Já Passerini ressalta que, apesar da dimensão, o Aquífero Guarani é um recurso finito que deve ser explorado adequadamente.

Muitas pessoas pensam que um aquífero é como um rio subterrâneo. Na verdade, ele é uma rocha extremamente porosa e permeável responsável pela proteção e armazenamento da água. “Cada vez que chove na área, existe a absorção de água, que infiltra e fica armazenada nesse pacote arenoso. A chuva mantém essa reserva subterrânea e a recarga é muito lenta. A água da chuva penetra o solo a uma velocidade de um metro e meio a dois metros por ano”, explica o geólogo.

De acordo com o Daee, as maiores cidades do estado de São Paulo abastecidas em sua totalidade pelo aquífero são Ribeirão Preto, Sertãozinho e Matão. Já São Carlos, Araraquara, Bauru e São José do Rio Preto têm o abastecimento parcial.

A proximidade da superfície da água armazenada no aquífero, ao mesmo tempo, garante uma vantagem a Araraquara e aumenta a responsabilidade sobre a sua preservação e exploração adequada. Há preocupações constantes com poços clandestinos e os efeitos da exploração excessiva que causa rebaixamento do nível do aquífero.

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Com o propósito de proteger áreas de recarga do Aquífero Guarani, em Araraquara foi promulgada, em 22 de dezembro de 2001, a Lei Complementar nº 49, que institui a Zona de Proteção de Aquífero Regional no território do município.

Aquífero Guarani

Com mais de 1 milhão de quilômetros quadrados, é considerado uma das maiores reservas hídricas subterrâneas transfronteiriça do mundo, com reserva permanente estimada em 37 mil quilômetros cúbicos de água e potencial explorável sem risco para o sistema da ordem de 40 quilômetros cúbicos por ano. Esse imenso manancial abrange parte dos estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Sul; além de Argentina, Paraguai e Uruguai.

A proteção do aquífero e sua exploração é um tema que preocupa os governos de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, que criaram em 2003 o Projeto para a Proteção Ambiental e Desenvolvimento Sustentável do Sistema Aquífero Guarani, com o objetivo de aumentar o conhecimento sobre o recurso e propor um marco técnico, legal e institucional para sua gestão coordenada. Com tamanha relevância para o país, o Guarani, assim como todos os corpos d’água, também é protegido pela Lei de Águas.

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