Saúde

Cerest treina pessoal da saúde para acolhimento ao trabalhador rural

Treinamento capacitou profissionais de saúde

Treinamento capacitou profissionais de saúde que atuam nas UBS, Estratégias de Saúde da Família (ESF), Vigilâncias Epidemiológica e Sanitária, hospitais e outras unidades de saúde

Em parceria com o Grupo de Vigilância XII e o Departamento Regional de Saúde (DRIII), órgão do Estado sediado na cidade, o Centro de Referência de Saúde do Trabalhador (Cerest) de Araraquara promoveu nessa sexta-feira (9) treinamento para profissionais de saúde sobre o Protocolo Clínico 1: O Trabalhado Rural em Atividades de Cultivo.

Participaram da abertura do evento, realizado no auditório do Centro de Formação de Pessoal para a Saúde (Cefor), na região do Jardim Morumbi, a secretária municipal de Saúde, Eliana Honain, o diretor da DRIII, Antônio Martins e o coordenador de Saúde, Edison Rodrigues.

O treinamento com carga horária de 06 horas capacitou profissionais de saúde que atuam nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), Estratégias de Saúde da Família (ESF), Vigilâncias Epidemiológica e Sanitária, hospitais e outras unidades de saúde.

Além de representantes dos 24 municípios do território do Cerest local, o treinamento contemplou ainda profissionais de saúde de Piracicaba, Presidente Venceslau, Bebedouro e Marabá (PA).

“Um aprendizado enriquecedor. Em Marabá temos agricultores e assentados e vamos multiplicar o conhecimento adquirido para nossa equipe multidisciplinar”, afirmou o enfermeiro Fabrício Eleves, do Pará.

Com mais de 40 anos de experiência no Hospital das Clínicas de São Paulo, o médico do Trabalho Marcelo Pustiglione abordou o mexo ocupacional em sua palestra.

“O Protocolo Clinico 1 é recente e nós estamos na fase de sensibilização de sua importância no acolhimento aos pacientes nas unidades de saúde. Estamos construindo um atendimento com mais qualidade onde devemos observar o ambiente de trabalho”, disse um dos colaboradores da instrução normativa. Outra palestrante do evento foi a doutora Silvana Tognini.

Para o coordenador executivo da Secretaria Municipal de Saúde, Edison Rodrigues Filho, a capacitação é altamente positiva principalmente quanto a prevenção e ao histórico das atividades do trabalhador. “A intoxicação por agrotóxico é um exemplo de acidente que pode ser evitado respeitando as normas de prevenção”, mencionou Edison.

Protocolo

De acordo com o rito do Protocolo Clínico, lançado em 2017 pela DVST, os profissionais da saúde – em especial aqueles que integram as equipes de atenção primária, e em urgência e emergência – poderão notificar adequadamente o Sistema Nacional de Agravos de Notificação (Sinan) e, quando for o caso, comunicar o acidente ou a doença do trabalho à Previdência Social, além de dar encaminhamento adequado ao caso