Política

Resposta à Requerimento de Juliana e Roger demonstra a demanda de exames da saúde

Exames são realizados diariamente e novos são solicitados, mantendo média de 9 mil procedimentos

 

Os vereadores Juliana Damus e Roger Mendes (Progressistas) receberam resposta da Prefeitura a um Requerimento, apresentado no início do mês de setembro, pedindo informações sobre a lista de espera para a realização de exames médicos na rede municipal de saúde. A resposta veio, demonstrando que a necessidade de realização de 9.050 exames, a um custo estimado de R$ 540.102,46. A relação reflete o momento da elaboração da resposta, que é variável, já que, diariamente, exames são realizados e novos exames são solicitados.

 

O relatório veio em forma de planilha, demonstrando os tipos de exames, a demanda para cada um deles, os serviços onde são feitos estes exames e, no caso de serviços privados contratados, os valores unitário e total dos procedimentos. São 32 tipos diferentes de exames que tem alguma demanda. Alguns, como Urografia Venosa e Dacriocistografia, com necessidade de cinco exames cada, a um custo de R$ 287,00. A maior necessidade, em número de exames, é para Eletrocardiomiograma, com 1.700 exames, que não serão pagos, pois fazem parte dos serviços públicos, como AME (serviço estadual) e UMED (municipal).

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Ao começar a avaliar as primeiras informações, Juliana Damus reagiu, manifestando que existem possiblidades práticas para amenizar o problema. “Um mutirão de exames é a solução mais razoável para esta situação. Podemos tentar trazer para Araraquara os serviços da carreta da saúde. Isso resolveria o problema neste momento. Às vezes demora tanto para fazer o exame, que, quando apresenta para o médico, ele pede outro, pois não confia mais na avaliação a partir de um exame antigo. Isso gera mais custo ao município.”, apontou a vereadora.

 

Custos diferentes

 

O exame de maior custo individual é a Ressonância Magnética com sedação, ao preço de R$ 950,00. Este exame está em processo de compra, por meio de dispensa de licitação. A demanda até o momento da elaboração do ofício de resposta aos vereadores era para 21 exames, a um custo total de R$ 19.500,00. Contudo, há exames com custo de R$ 4,67.

 

Há alguns exames com demanda reprimida que, porém, estão sem prestadores de serviços, como é o caso da Histerossalpingografia, com necessidade de 50 exames. Para isso a Secretaria Municipal de Saúde está buscando serviços para atender às necessidades. E tem, também, exame que acaba sendo feito fora da cidade, por conta da disponibilidade, como é o caso da Dacriocistografia (DCG), um exame radiológico contrastado das vias lacrimais, que é contratado do Hospital Carlos Fernando Malzoni, de Matão.

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Emenda parlamentar

 

Traçando um paralelo com consulta semelhante, ocorrida em abril do ano passado, percebe-se semelhanças na demanda e no custo. Na ocasião eram 9.337 exames na fila, a um custo de R$ 558.206,50. Em Araraquara, a Prefeitura destina 35% do orçamento municipal para a saúde, bem acima do que determina a Lei de Responsabilidade Fiscal, que fixa em 15% a obrigação de investimento no setor, pelo município.

 

Além do mutirão, Juliana Damus e Roger Mendes compartilham do pensamento de que outra possibilidade de os vereadores ajudarem é buscar recursos extras, como emendas parlamentares. “Conhecer a demanda e identificar as prioridades vai permitir que possamos apresentar pedidos de recursos para a realização destes exames”, ponderaram.

 

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