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Servidores de Araraquara entram em estado de greve

Cerca de dois mil servidores compareceram à assembleia em frente à...

Eles exigem negociação da data-base com o governo; Até hoje, o prefeito ignorou os pedidos da categoria e enviou à Câmara os projetos de reajuste e dos PCCV’s sem debater com os servidores

Milhares de servidores municipais de Araraquara reuniram-se na noite de ontem, 14, em assembleia em frente à Câmara Municipal e decidiram entrar em estado de greve, depois que o prefeito Edinho Silva (PT) enviou projetos de reajuste salarial e de novos Planos de Cargos Carreira e Vencimentos (PCCV) para aprovação dos vereadores – em caráter de urgência – sem ter debatido qualquer ponto deles com a categoria.

O prefeito tem em mãos, há mais de 30 dias, a pauta de reivindicações da categoria, elaborada após diversas assembleias setoriais e uma assembleia geral. São 61 itens, sobre os quais o prefeito não se manifestou até hoje.

Por este motivo, a decisão da categoria de se mobilizar para uma paralização dos serviços públicos foi comunicada à Gerência Regional do Trabalho e Emprego (GRTE), ao Ministério Público do Trabalho (MPT), à Câmara Municipal e à Prefeitura. O objetivo é obrigar o prefeito Edinho Silva a respeitar a categoria e o Sindicato e sentar para negociar com os servidores. Lembrando que o funcionalismo público municipal é devidamente representado legalmente pelo SISMAR.

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Aguardamos a convocação de uma audiência pela GRTE o mais breve possível. Assim que ela for agendada, o SISMAR comunicará os servidores. Fiquem atentos aos chamados do Sindicato para as próximas etapas da negociação. Vamos manter a pressão.

Comissões

Na mesma assembleia, constituiu-se a comissão de servidores que acompanhará as negociações da pauta da data base (59 itens pendentes, já que a Câmara aprovou o reajuste de 5% e o prêmio de R$ 120 no tíquete) e a para elaboração do acordo coletivo de trabalho.

Também ficou decidido, ontem, que os projetos de PCCV apresentados pela Prefeitura não representam os anseios da categoria e devem ser reformulados por completo. Será feito um pedido de audiências públicas por setor e por categoria com a participação de servidores, do Sindicato, de vereadores e de representantes do governo para a construção de um PCCV justo e democrático.

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Greve

O SISMAR sabia que os dois projetos seriam aprovados ontem (reajuste e tíquete), mas já alertou aos vereadores para que não votem os PCCV’s sem aprovação da categoria, sob pena de a revolta dos servidores, que hoje é contra o Edinho, virar-se para a Câmara Municipal.

Por fim, a categoria também aprovou apoio e participação na greve nacional da Educação contra o corte de verbas promovido pelo governo Bolsonaro (PSL) e participação na Greve Geral programada para o dia 14 de junho.

Ficou claro, ontem, que os servidores não estão de brincadeira e que uma greve pode ocorrer caso o governo municipal continue ignorando a categoria.

SISMAR

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