Saúde

Vigor na terceira idade: atividades físicas são um dos segredos

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Docentes de Enfermagem e Educação Física da Uniara falam sobre os benefícios dos exercícios para idosos

Para se aproveitar a melhor idade com muito vigor, atividades físicas são ótimas opções. A professora do curso de Enfermagem e o coordenador da graduação de Educação Física da Universidade de Araraquara – Uniara, Ana Maria Tucci Gammaro Baldavira Ferreira e Maurício Tadeu Frajácomo, respectivamente, falam sobre benefícios dos exercícios para os idosos, com os cuidados necessários para realizá-los.

Antes de começar, no entanto, Frajácomo, mais conhecido como Piscinão, lembra que “qualquer pessoa, seja de terceira idade ou não, precisa passar por avaliações física e médica”. “É muito importante para saber o ponto de partida e, ao analisar seu histórico de atividades, o professor deverá programar algo que trabalhe o corpo um pouco abaixo do limite de sua tolerância. Cada indivíduo é de um jeito, de modo que não é possível escrever um protocolo que vá servir para qualquer idoso”, explica.

Ainda assim, ele lembra que “se a pessoa não pratica nada, o mínimo que fizer já irá acrescentar alguma coisa em sua saúde, mas é importante sempre ter acompanhamento de um profissional de educação física”.

Colocadas as condições indicadas pelo coordenador, Ana Maria reforça que a prática de atividades físicas sempre é positiva, “pois auxilia na circulação sanguínea e colabora com o bom funcionamento do organismo, destacando-se o coração e o cérebro”. “Por isso, melhora a atenção que, para o idoso, é muito importante”, diz.

Os benefícios, de acordo com ela, já podem ser sentidos a curto prazo. “A médio prazo, a atividade melhorará muito a respiração que, no idoso, está alterada por causa do enrijecimento pulmonar e dos músculos entre as costelas, que também tornam-se menos elásticos.  Além disso, a longo prazo, não permite a perda da musculatura que a pessoa idosa tem durante o ciclo da vida. Se não houver exercícios, tanto a musculatura quanto as articulações ficam atrofiadas, dificultando a mobilidade e comprometendo a independência”, alerta.

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Como dica, Ana Maria e Piscinão sugerem exercícios na piscina. “A hidroginástica não causa impacto e diminui as dores articulares”, comenta a professora. Piscinão concorda, porém, recomenda que a piscina seja ao ar livre. “Em piscinas fechadas, existe o problema da concentração de gases tóxicos usados em seu tratamento, de modo que passa a não ser um local adequado para a prática”, aponta.

Ana Maria acrescenta que a caminhada e a dança também são uma boa pedida, e ressalta que “todo tipo de exercício deve ser prazeroso para as pessoas”. No caso da caminhada, Piscinão lembra que “se um idoso, por exemplo, que acabou de se aposentar – sendo que sua função não exigia uma atividade motora -, começar a fazer uma leve caminhada, já será um ganho”. “Porém, essa leve caminhada, após cerca de três meses, já não vai mais fazer efeito, de modo que ele precisará aumentar o nível dessa atividade. Poderia, então, fazê-la mais rapidamente, intercalando-a com algumas corridas”, sugere.

Outras dicas do coordenador, que permitem a recuperação de parte da mobilidade articular do idoso, são: “colocar as mãos no chão sem dobrar as pernas, procurar segurar as pontas dos pés ao ficar sentado, separar as pernas por cerca de vinte segundos, trazer o cotovelo atrás da cabeça, e colocar a mão na parede e rodar o corpo sobre o braço, e outros alongamentos”.

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Contudo, Ana Maria acredita que, “por causa do número elevado de pessoas que muito rapidamente se tornam idosas no Brasil, a maior parte delas não se exercita”. “Infelizmente, esse hábito vem da fase adulta, sendo que, na situação em que vivemos, nós nos dedicamos ao trabalho – por vezes, são várias fontes de renda – e não conseguimos tempo para fazermos uma atividade”, lamenta.

Ela coloca que, “com a idade e todo o organismo modificado por causa disso, muitos idosos não se preocupam ou não se animam para se exercitarem”, mas ressalta que, na maioria dos municípios, há grupos de terceira idade que oferecem atividade física. “As prefeituras também estão começando a disponibilizar equipamentos em praças públicas, chamadas ‘Praças Amigas dos Idosos’, para que possam fazer uso ao ar livre e no horário que for de sua preferência”, comenta.

Portanto, mais do que nunca, a docente incentiva a prática de exercícios. “É recomendável desde a infância, para prevenção de futura osteoporose, que é o enfraquecimento ósseo.  Se ainda não começou, comece a qualquer tempo. É preciso barrar as perdas que vêm com a idade. Além disso, o exercício agrega qualidade de vida, pois viveremos cada vez mais, mas temos que viver bem” finaliza.